Jantar de Natal
Chás, jantares, caminhadas, aniversários e outros pretextos para desenferrujar a língua e não só.
visitei a loja Mogador de Lúcia Wilson recheada de artigos da mais diversificada proveniencia desde o Quénia à India e Sri-Lanka. Ambar (na imagem), prata, ouro, vestuario, tecidos, mobiliário exótico, escultura e pintura. Fica na rua Gil Eanes 12, no centro de Lagos. zct

Depois perdemo-nos mas lá conseguimos encontrar o Restaurante A Repentina em Poiares. A especialidade é o cabrito assado em forno de lenha. A seguir fomos a São Leonardo de Galafura no alto duma colina com uma vista surpreendente para o vale do Alto Douro Vinhateiro que desde 2001 é Património da Humanidade. Neste local frequentado por Miguel Torga relembramos a sua forma única de escrever: “O Doiro Sublimado. O prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir. Não é um panorama que os olhos contemplam; é um excesso da natureza. Um universo virginal, como se tivesse acabado de nascer, e já eterno pela harmonia, pela serenidade, pelo silêncio que nem o rio se atreve a quebrar, ora a sumir-se furtivo por detrás dos montes, ora pasmado lá no fundo a reflectir o seu próprio assombro. Um poema geológico. A beleza absoluta.“
Na baixa do Porto já vai havendo alguma animação. Depois do Plano B e de outros bares na rua Cândido Reis apareceu este ano concorrencia na rua da Galeria de Paris.
Destacam-se o Café-au-Lait e o café-bar-restaurante Galeria de Paris onde hoje jantamos. Brinquedos, máquinas fotograficas e muito bric-a-brac enchem os expositores das paredes até ao tecto.
A carne grelhada e as "batatas a murro", tudo regado com Esteva, soube muito bem.
No fim do jantar e apesar da noite estar fria a rua começava a ficar apinhada de grupos de copo na mão a colocar a conversa em dia... zct
Certos males vem por bem. Fomos a um restaurante vegetariano com um aspecto agradável na rua dos Mártires da Liberdade mas com piso de cimento. Frio. Desconfortavel. Os pés arrefeceram em menos de 5 minutos.
Resolvemos sair e procurar outro. Junto ao Largo Moinho de Vento entramos num restaurante com pratos tipicos de Cabo Verde e música ao vivo. Comemos uma saborosa Cachupa Rica e Muamba de Galinha. O ambiente era muito agradável.
Os preços estavam equilibrados. Ouvimos ritmos afro-americanos, reggae e temas de Cesária Evóra. A Mina não resistiu e dançou. zct
PR4 - TRILHO VERDE DA MARGINAL
De Regoufe à aldeia mágica de Drave. A foto de família.
Pisando calhaus durante 7 horas.
Caminhada entre muros de pedra que delimitam as hortas, depois a subida ingreme até ao topo dos montes sempre ladeado pelo magenta das urzes e carrascas, pelo branco das estevas, pelas maias amarelas das giestas, pelo azul dos tufos das rechãs e pelo amarelo dourado da carqueja. Em todo o percurso imensos vestigios de incendios de anos recentes e que a quase ausencia de arvores de grande porte denuncia. Nas encostas o agreste e a pedra. Nos vales toda a gama dos verdes em quadradinhos separados por toscos muros de pedra xistosa.
Finalmente chegamos ao vale verdejante ...
... junto da Aldeia Mágica de Drave, que de facto era uma aldeia fantasma...
O melhor veio a seguir depois das inversões de marcha sugeridas pelo GPS e da visita às ruinas das explorações de volframio abandonadas - o Jantar em Arouca no restaurante Tasquinha da Quinta - uma deliciosa posta arouquesa de animais criados em liberdade e sem rações pelas encostas serranas no Maciço da Gralheira.
Os mais gulosos também comeram morcelas doces.
Para dizer a verdade provei e eram muito boas.